Tag

Ricardo Barros

Browsing

O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), manifestou otimismo, nesta terça-feira (2/2), quanto às votações na nova gestão da Casa, agora comandada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL). Barros disse que não haverá dificuldades para formar maioria e aprovar as reformas necessárias ao Brasil, inclusive com o apoio de partidos que não estiveram na chapa de Lira.

O líder ressaltou a importância da agenda econômica e informou que a ampliação do Bolsa Família, e não um novo auxílio emergencial, é o cenário do Governo para a área social.

A seguir, os principais pontos das declarações do deputado Ricardo Barros, concedidas em reunião com a assessoria da Liderança do Governo.

Prioridades do Governo
As privatizações e a autonomia do Banco Central são matérias prioritárias que nós devemos enfrentar já no início dos trabalhos. Também são prioridades instalar a comissão da Reforma Administrativa e ver se publicamos o relatório da Reforma Tributária, para iniciar os debates na Casa. Aguardamos, do Senado, o Pacto Federativo e a PEC Emergencial [Proposta de Emenda à Constituição 186/19, que viabiliza reduções de gastos].

Agenda econômica
A agenda econômica é a autonomia do Banco Central, agora em princípio. Depois, a desindexação, descarimbar o dinheiro público, que é o Pacto Federativo. E os gatilhos que nós precisamos estabelecer para as despesas públicas serem contidas: precisamos conter a despesa e manter o teto de gastos.

Privatização da Eletrobras
Não teríamos dificuldade de votar aqui a privatização da Eletrobras, desde que asseguradas as proteções necessárias. É preciso haver um acordo que preserve os investimentos nas Regiões Norte e Nordeste, onde há um déficit de linhas de transmissão.

Orçamento e área social
O cenário em análise é a ampliação do Bolsa Família. Votar o Orçamento é fundamental, é uma das matérias importantes do Congresso; precisamos votar o Orçamento e, dentro dele, encontrar espaço para ampliar o Bolsa Família, atendendo mais brasileiros.

Ministérios
Não vejo ambiente para reforma ministerial. Eu penso que haverá o deslocamento do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, para a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Apoio de partidos às reformas
O Democratas já está alinhado com o Governo e o MDB também está alinhado com o Governo. O PSDB é um partido que não será base do Governo, mas tem compromisso programático com as reformas, então votará conosco. Não vejo dificuldades na articulação para formar maioria e votar as reformas de que o Brasil precisa.

Liderança do Governo na Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Alex Canziani, atualmente no PTB, pode estar próximo de se filiar ao PP. Parlamentar por 3 mandados, Alex concorreu ao Senado em 2018, obtendo mais de 1,3 milhão de votos. Recentemente, recebeu o convite do prefeito de Londrina, Marcelo Belinatti, e deve assumir o cargo de Secretário de Governo da segunda maior cidade do Paraná.

Conversas nos bastidores dão conta de que a mudança teria como motivo o descontentamento com os rumos tomados pelo PTB sob o comando do presidente nacional, Roberto Jefferson, defensor radical de ideias tresloucadas do bolsonarismo. Jefferson vêm ameaçando lideranças históricas do partido em diversos estados. No Paraná, recentemente, ameaçou de expulsão o vereador Pier, líder do prefeito Rafael Greca na Câmara Municipal de Curitiba.

Também pesariam na decisão de Alex as eleições municipais de 2024, em que Belinatti deixará o cargo.

A acomodação partidária pode ter como contrapartida a transferência da deputada federal Luísa Canziani para os PP com a finalidade de fazer da sigla uma das maiores do Brasil a partir de 2023.

No Paraná, o PP é comando pelo deputado federal Ricardo Barros, que trabalha para eleger nas próximas eleições as maiores bancadas de deputados estaduais e federais do estado.

Para o deputado federal Ricardo Barros, (Progressista), a doença Covid-19 contraída pelo deputado Nelson Meurer na prisão, que veio a óbito neste domingo, aos 78 anos, poderia ter ido uma dor menor junto a seus familiares se o Supremo Tribunal Federal (STF) fosse mais flexível em relação, elo menos, à pessoas que estão infectadas e à beira da morte. Leia mais em Paraná Portal.

No grupo de risco, Meurer não conseguiu prisão domiciliar, negada seguidamente pelo ministro do STF Edson Fachin.
Ativismo político do judiciário tem que acabar. Lei igual para todos, disse Barros em seu twitter.

O deputado federal Ricardo Barros (PP), líder do Progressistas no Paraná pode ser candidato a prefeito de Maringá. Se Barros voltar a assumir a cadeira de prefeito de Maringá, onde tudo começou, no dia 15 de novembro de 1988 quando, aos 29 anos, assumiu a prefeitura da cidade, tornando-se o mais jovem prefeito do Brasil.

Em entrevista nesta sexta-feira (3) ao jornalista Milton Ravagnani, da Band Maringá, Barros lembrou do seu primeiro grande passo na carreira política e sinalizou que isso poderia acontecer novamente, pois as eleições deste ano será no dia 15 e Novembro e “seria mais um grande presente que os eleitores poderiam me dar”.

Deputado Federal, ex-ministro da Saúde, Barros é o articulador da candidatura de seu irmão, Silvio Barros e a Coronel da Polícia Militar, Audilene, mas como deixou transparecer na entrevista, “tudo pode acontecer”.

Um dos mais bem articulados políticos do Paraná Ricardo Barros, aos 60 anos, sempre teve uma estrela brilhando ao seu lado a começar pela esposa, Cida Borgethi, ex-governadora do Paraná e ex-deputada federal, além da filha, Maria Victória, deputada estadual e provavelmente vice-candidata na disputa pela prefeitura de Curitiba.