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Redação

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O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) afirmou nesta quinta-feira (11), na audiência pública da Frente Parlamentar do Pedágio da Assembleia Legislativa, em Londrina, que a proposta do governo federal “não é um modelo de pedágio, é um modelo de negócios”.

Romanelli criticou a cobrança de taxa de outorga, o degrau tarifário de 40 % para as pistas duplicadas e a limitação do desconto na licitação. “Buscamos um modelo que resulte em tarifas de pedágio com preços justos e que assegurem investimentos. Queremos que o Paraná seja tratado igual aos catarinenses e aos gaúchos, onde as licitações feitas pelo governo federal foram pelo menor preço da tarifa”.

DISTORÇÕES – O deputado também enumerou as semelhanças entre o modelo atual e a proposta da União, e apontou distorções que comprovam o risco das tarifas permanecerem altas.

“O governo federal propõe aumentar em 33% a extensão de quilômetros das rodovias pedagiadas e em 55 % o número de praças. Hoje as concessionárias faturam cerca de R$ 2 bilhões por ano e vão passar a faturar R$ 5 bilhões. Os modelos são os mesmos e os riscos são os mesmos”.

“O documento do Ministério indica que as concessionárias terão uma receita de R$ 156 bilhões em 30 anos. Sendo que R$ 42 bilhões ou 27% dessa receita serão investidos em obras nas rodovias. Isso é altamente preocupante”, completou.

PROJETO DE LEI – Romanelli reforçou que a Assembleia trabalha para mudar o que está errado e avançar no processo. “Para que tenhamos uma infraestrutura de qualidade, um pedágio que seja aliado e estimule a competitividade dos nossos produtos. Não podemos ficar mais 30 anos com tarifas altas”.

Uma das alternativas estudadas pelos deputados estaduais é colocar em votação um projeto de lei, assinado por 37 parlamentares, que condiciona a transferência das rodovias estaduais ao governo federal à licitação pelo menor preço. O Ministério planeja conceder 3.327 quilômetros de rodovias, 1.100 quilômetros delas são estaduais.

“Estamos abertos ao diálogo com a União, mas se for necessário vamos votar esse projeto de lei”, frisou Romanelli.

O empresário Edenilso Rossi vai assumir a presidência do PTB no estado do Paraná. A mudança faz parte da nova estratégia da executiva nacional de reformulação partidária no Estado. Nas próximas semanas, Jefferson estará no Paraná para conduzir pessoalmente a transição.

“O PTB é uma referência no meio político do Paraná. Partido com história, presença regional e está alinhado à agenda do presidente Bolsonaro, apoiada pela ampla maioria da população. Por isso a nossa disposição é de construir com ousadia um grande projeto para as eleições de 2022, com uma boa chapa para deputados federais e estaduais”, diz Rossi.

Rossi terá como missão estruturar o PTB para as próximas eleições. Nacionalmente, o partido está alinhado ao presidente Jair Bolsonaro. O presidente nacional, Roberto Jefferson, inclusive convidou Bolsonaro a se filiar ao PTB para disputar a reeleição.

O diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, Luiz Felipe Carbonell, se reuniu, nesta segunda (8) e terça-feira (9), com o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e secretários de Estado, no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Acompanhado de integrantes do corpo técnico da sua equipe, Carbonell atendeu à orientação do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, de alinhar projetos em comum com o executivo estadual para os próximos anos. As informações são da Itaipu.

A parceria entre Itaipu e Governo do Paraná começou com a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, em 2019, e engloba, atualmente, R$ 1,4 bilhão em projetos e obras em andamento. “A prioridade é fazer a gestão e a entrega dos convênios já firmados ao longo dos anos de 2019 e 2020”, disse Carbonell.

Nos próximos anos, os projetos são voltados para diversas áreas como saneamento ambiental, controle de assoreamento, proteção das nascentes, segurança pública e infraestrutura.

“Atendemos ao chamado do diretor Silva e Luna para verificar, nestes encontros, a possibilidade de incluir nos orçamentos de 2021, 2022 e 2023 os projetos que alinhem os interesses da empresa, do Estado e dos municípios” afirmou Carbonell.

De acordo com o diretor, a orientação do governo federal e da diretoria é que “os novos projetos sejam analisados quanto à aderência com a missão da Itaipu e à disponibilidade de recursos.” Cabem no escopo ações voltadas ao desenvolvimento econômico dos municípios do entorno e a proteção dos recursos naturais que garantam a sustentabilidade da produção de energia, caso das bacias dos rios Paraná, Piquiri e Ivaí.

O encontro foi o primeiro de uma série de reuniões entre Itaipu e os secretários de Estado e que vai permitir que a binacional participe do planejamento das atividades do Estado nos próximos anos. “É importante identificar os projetos prioritários com a máxima antecedência para que possamos potencializar os resultados”, concluiu o diretor.

“O Paraná tem muita gratidão a tudo o que Itaipu tem feito pelo Estado, em especial na infraestrutura, na segurança pública e no saneamento. A ideia é continuar a parceria dentro da política de investimento da binacional e construir soluções em conjunto para melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou o governador Ratinho Junior.

Participaram do encontro, além de Carbonell e Ratinho Junior, o superintendente de Obras, Kleber Silva; os secretários Sandro Alex (Infraestrutura e Logística), João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas), Márcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo), Romulo Marinho Soares (Segurança Pública) e Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento); o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, Fernando Furiatti; e a procuradora-geral do Estado, Letícia Ferreira.

Parcerias

Os projetos apresentados contemplam centenas de municípios conectados direta ou indiretamente ao Rio Paraná e outras bacias hidrográficas do Paraná. Foram propostos temas ambientais como combate à erosão na região Noroeste, gestão de resíduos sólidos com geração de energia, instalação de placas fotovoltaicas, proteção ambiental da região do lago de Itaipu, reativação de uma base náutica em Foz do Iguaçu e a construção de um novo batalhão para a Polícia Ambiental.

Em relação à agricultura, base econômica do Estado, as discussões envolveram proteção de cerca de 1.000 nascentes, destinação correta de dejetos do agronegócio em 2.500 propriedades, pavimentação de estradas rurais ou até mesmo a sua elevação para controle de erosão, práticas mecânicas para proteção de solo e refino da agricultura de precisão.

Também foram discutidos novos projetos de infraestrutura para a região dos municípios lindeiros, com aumento de capacidade e segurança viária, e continuidade de projetos de segurança pública em delegacias, batalhões de polícia militar e integração tecnológica das forças de segurança.

Projetos em andamento

A parceria que começou a ser concretizada em 2019 envolve uma lista grande de obras já em andamento ou com recursos viabilizados. Entre elas, destacam-se a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco; a duplicação Rodovia das Cataratas (BR-469) e a ampliação da pista do Aeroporto Internacional do Iguaçu, todas estas obras em Foz do Iguaçu.

Cabe citar ainda o contorno de Guaíra; a duplicação do contorno oeste e da BR-277, em Cascavel; a revitalização da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra; a implementação de iluminação viária em trechos da BR-277, na região Oeste; a ligação entre Ramilândia e Santa Helena; e a pavimentação da Estrada Boiadeira, no Noroeste.

A Itaipu Binacional também está colaborando com novas instalações para a 3ª Companhia do 14º Batalhão da Polícia Militar, em Foz do Iguaçu, e a 2ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), em Guaíra, além de obras em 19 delegacias de todo o Oeste. A programação de aportes financeiros inclui, ainda, o novo Mercado Municipal de Foz, a modernização do Hospital Ministro Costa Cavalcanti e aportes em ciclovias, parques lineares e casas populares na Região Oeste, entre outros.

Nesta sexta-feira (5), tem início a série de dez audiências públicas para discutir o novo modelo de pedágio no Paraná, proposto pelo Governo Federal. A audiência será realizada no auditório da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), onde irão se reunir deputados da Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) , líderes locais e empresários. O debate poderá ser acompanhado através da TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo. Leia mais em ContraPonto.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã desta quinta-feira (4), em Cascavel, no Oeste do Paraná, onde inaugurou o Centro Nacional de Treinamento de Atletismo (CNTA),  que, na próxima semana, editará três decretos sobre armas e CAC’s (Caçadores, Atiradores e Colecionadores). “Semana que vem, vamos baixar mais três decretos sobre armas e Cac. Arma é um direito de vocês, arma evita que um governante de plantão queira ser ditador, eu não tenho medo do povo armado, muito pelo contrário, me sinto muito bem em estar ao lado do povo de bem armado em nosso Brasil”, apontou. Leia mais em ContraPonto.

Ao receber uma carta assinada por mais de 100 entidades paranaenses reclamando do modelo proposto para o novo pedágio a ser implantado no Estado, o presidente Jair Bolsonaro disse não estar inteirado devidamente do assunto, mas prometeu tratar dele pessoalmente junto ao Ministério da Infraestrutura. O conteúdo pede o modelo seja  de menor tarifa e sem outorga onerosa. As informações são do Alerta Paraná.

“Bolsonaro foi bastante atencioso e receptivo ao que expomos. Não podemos mais pagar um dos pedágios mais caros do mundo. As economias do Oeste e do Paraná não resistirão”, afirmou o presidente do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento, Rainer Zielasko) logo após entregar a carta em mãos ao presidente.

E no ato de inauguração do CNTA (Centro Nacional de Treinamento em Atletismo), que teve a participação também de ex-atletas consagrados como Maurren Maggi e André Domingos, o prefeito Leonaldo Paranhos, falando também como presidente da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), reforçou os pontos apontados na carta.

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, testou positivo para Covid-19 nesta quinta-feira (4), de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Segundo a secretaria, Beto Preto fez o teste após sentir sintomas, como tosse e dor de garganta, durante a manhã. O governo informou que, após sentir os sintomas, o secretário passou a cumprir isolamento domiciliar, em Curitiba. Leia mais em G1 Paraná.

Ainda que a maioria da população silencie, há quem ultrapasse as barreiras do medo e não se cala: o programa Disque Denúncia 181, da Secretaria de Estado da Segurança Pública, recebeu mais de 50,6 mil denúncias anônimas em 2020 em todo o Estado. As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Os dados, divulgados pela Secretaria nesta quinta-feira (04), apontam que o resultado é o maior número de denúncias recebidas pelo programa, em um ano, desde a sua criação, em 2003.

As informações recebidas pelo programa em 2020 também significam um aumento de 38,9% nas denúncias no comparativo com o ano de 2019, quando foram 36.456. Das 50.659 situações informadas ao Disque Denúncia 181 durante o ano de 2020, os crimes mais denunciados foram tráfico de drogas (20.326 denúncias), crimes ambientais (7.817 denúncias) e maus-tratos a animais domésticos (7.076 denúncias). Segundo a análise do 181, casos de violência contra crianças (1.695 denúncias), contra idosos (1.497 denúncias) e contra a mulher (1.415 denúncias) também foram crimes que foram denunciados com mais frequência.

O secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, destacou que a contribuição do cidadão com as denúncias sobre práticas criminosas alavancou as apreensões de drogas e armas, além das prisões. “O trabalho do 181 está inserido num contexto de fornecimento de informações valiosas para as instituições de segurança pública, por isso a Secretaria tem buscado meios para fortalecer esse trabalho e incentivado a população a utilizar cada vez mais esse canal de denúncias para nos auxiliar no combate ao crime organizado”, disse.

De acordo com o coordenador do Disque Denúncia 181, capitão André Henrique Soares, o trabalho do 181 é uma importante ferramenta de planejamento para as polícias. “As informações privilegiadas que a população repassa anonimamente às forças policiais causam um impacto muito grande, pois recebemos detalhes da atividade criminosa que são essenciais para que as ações sejam mais eficientes”, afirmou.

Com a pandemia da Covid-19 e a publicação de decretos governamentais com medidas a serem cumpridas pelos cidadãos para conter a propagação da doença, o programa passou a receber informações anônimas de desrespeito às regras de controle do contágio da doença. Nessa categoria, foram recebidas 1.581 denúncias no período da doença em 2020.

Segundo a coordenação do Disque Denúncia 181, as infrações relacionadas à pandemia também contribuíram para o aumento de denúncias no ano passado. “A demanda de informações sobre a pandemia da Covid-19 é grande e recebemos todo o tipo de comunicado, incluindo pessoas que não usam máscara em ambiente de trabalho, falta de álcool em gel nos estabelecimentos comerciais e até de comercialização de álcool em gel adulterado”, acrescentou o capitão André.

Julho de 2020 foi o mês que mais registrou denúncias anônimas durante o ano: foram 4.864 informações repassadas pela sociedade ao programa. No total, 36,6 mil informações anônimas recebidas pelo 181 em 2020 foram por chamadas de telefone, o que significa 72,2% das denúncias. Pela internet, durante o ano passado, o Disque Denúncia recebeu 14.050 informações, isso aponta que as pessoas ainda preferem a ferramenta tradicional na hora de fazer uma denúncia anônima.

ANONIMATO – As denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 e também pelo site (www.denuncia181.pr.gov.br), de forma totalmente anônima. “Essa é a essência do 181. Toda pessoa que liga ou nos procura pela internet jamais terá sua identidade divulgada. Nós não sabemos qual o número da pessoa que nos procura e ninguém vai procurá-lo. O anonimato vai ser sempre garantido e preservado”, ressaltou o coordenador do programa.

Além dos crimes citados, é possível registrar denúncias relacionadas a homicídios, latrocínio, estelionato, contrabando ou descaminho e de crianças desaparecidas. O serviço também recebe informações sobre furto, roubo, crimes de internet ou contra a saúde e de racismo, entre outros.

CAPACITAÇÃO – Os profissionais que atuam pelo 181 recebem um treinamento específico para o atendimento às pessoas. “Fazemos um treinamento que dura em torno de um mês, para que o profissional esteja preparado e demonstre segurança ao cidadão no momento do recebimento da denúncia, principalmente para que a pessoa confie no trabalho e fique à vontade para repassar as informações”, explicou o capitão André.

CAMPANHAS – Durante o ano de 2020, a Secretaria da Segurança Pública lançou campanhas educativas sobre a importância das denúncias anônimas. Séries audiovisuais, apresentadas nas mídias digitais da Sesp, abordaram dados estatísticos e situações como o tráfico de drogas e a violência infantil, com o objetivo de sensibilizar e incentivar a sociedade para que denunciem os crimes anonimamente.

“As campanhas são muito importantes porque passamos a focar em determinados assuntos, chamamos a atenção da sociedade para esses fatos, e partir disso a conscientização passa a ser intensa e a valer de fato. Com isso, as pessoas passam a refletir sobre a importância da denúncia e conversas com outras pessoas sobre isso. Então, percebemos que todo o trabalho de campanha surte um efeito muito positivo nas denúncias anônimas”, acrescentou o capitão.

 

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) cobra explicações da prefeitura de Curitiba sobre a vacinação da Covid-19 de profissionais autônomos de saúde, que começou nesta quarta-feira (3). A suspeita é de que haja uma brecha que permita a vacinação de pessoas que, mesmo registradas nos conselhos de classe, não atuam na área de saúde. Leia mais em Tribuna Paraná.